Este blog foi desenvolvido no âmbito da unidade de formação de Cultura, Língua e Comunicação com o objectivo de divulgar os trabalhos efectuados servindo também de caderno diário electrónico.

08
Fev 11

 

 

 

publicado por smasm às 16:37

 

 

 

publicado por smasm às 16:36

 

publicado por smasm às 16:31

04
Fev 11

 

•Grant Wood pintou este quadro durante a grande recessão que afectou o mundo inteiro (1929 – 1940).
•Alguns defendiam que o pintor tinha por intenção criticar a mentalidade das pequenas cidades, embora o pintor insistisse que queria apenas mostrar o espírito pioneiro do meio rural.

•No quadro original aparece um homem e uma mulher aparentando ser um casal, no entanto, trata-se do dentista de Wood e da irmã de Wood que no quadro representa uma filha solteirona.

•Isto pode reverter pró facto da grande diferença de idades entre McCain e Palin (28 anos).
•A meu ver, o cartoonista tentou ligar a campanha presidencial de McCain e Palin ao modo de vida nos E.U.A. nos anos ’30.
•Outro aspecto prende-se com o facto de Palin defender que os E.U.A. não necessitam de depender de outros países para suprimir as suas necessidades de petróleo por haver petróleo no Alasca.
• Esta posição de Palin foi muito contestada. Muitos temiam que se McCain e Palin vencessem as eleições e se viesse a concretizar o desejo de Palin de não depender dos outros para a obtenção do petróleo, os E.U.A. retrocedessem tecnológica e economicamente daí a representação de McCain e Palin vestidos a rigor para a vida do campo.
publicado por smasm às 15:38

01
Fev 11

Purgatório

 

Conhecem o "teorema do macaco infinito"? A ideia pertence a T.H. Huxley, que no século XIX afirmava que o macaco seria capaz de escrever uma peça de Shakespeare. Bastava, para tal, que dispuséssemos de macacos infinitos aos quais pudéssemos confiar máquinas de escrever infinitas. Um dia eles acabariam por medrar qualquer coisa de sublime.

Andrew Keen regressa ao teorema de Huxley em livro que deu polémica nos EUA e foi agora editado entre nós pela Guerra & Paz. Intitula-se "O Culto do Amadorismo". O título, como se costuma dizer, é todo um programa: entregue à multidão ignara - à geração YouTube, à geração Blogspot, à geração Wikipédia; no fundo, aos "macacos infinitos" -, a Internet está a arrasar com o mérito intelectual e artístico; a promover a ignorância e a boçalidade em larga escala; e a cultivar um narcisismo repulsivo em que milhões de alienados usam a rede para exporem os seus delírios.

O problema, no fundo, está na ausência de filtro, capaz de separar a qualidade da mediocridade. Num jornal clássico, existe um editor; na televisão, existe um programador; nos meios de comunicação, existem profissionais que julgam e seleccionam. A Internet é uma selva epistemológica e moral que, acredita Keen, só será espaço frequentável quando os mecanismos de julgamento e selecção tradicionais forem exercidos por profissionais cibernéticos.

Entendo o argumento de Keen. Mas é difícil concordar com o tom alarmista do autor. A Internet é um caos? Sem dúvida. Mas por cada vídeo idiota no YouTube, existem preciosidades musicais, históricas ou até filosóficas que seriam impensáveis há uma década. A melhor forma de enfrentar o "culto do amador" está em procurar, nas famílias ou nos amigos, nos livros ou nas escolas, o profissional em nós. Porque somos nós o verdadeiro "filtro" cibernético; os editores pessoais da informação que procuramos e recusamos; os programadores privados das imagens que nos inspiram ou repugnam.

A Internet mata a cultura tradicional? Pelo contrário: a Internet exige-a como nunca.

João Pereira Coutinho, in Revista Única, Expresso 28/Junho/2010

 

publicado por smasm às 22:58

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